Em época da crise, a ORBIZ mostra como aproveitar as oportunidades da melhor forma

O IBG divulgou recentemente os números do PIB brasileiro em 2015 que trouxe dois números positivos: o da agricultura, que subiu 1,8% e o das exportações, com crescimento de 6,1%. A produção agropecuária conseguiu se manter em alta mesmo em meio à recessão enfrentada pelo país.

As exportações também se beneficiaram graças à alta do dólar, com crescimento em vendas externas de petróleo e minério de ferro. Os analistas da área acreditam que nos próximos meses o câmbio mais favorável ao setor produtivo ajude a indústria de transformação a ampliar suas exportações, o que poderá aliviar a crise brasileira.

A agricultura, mesmo com uma pequena desaceleração, ainda se mantém positiva, graças ao crescimento da produção de soja e milho, respondendo por 5,2% do PIB.

De acordo com Wellington Andrade, diretor executivo da Aprosoja, associação que reúne os produtores de grãos do país, a produtividade alta e o dólar valorizado vêm ajudando o setor. Cerca de 65% da produção nacional é exportada para China.

Mesmo com essa independência em relação ao consumo do mercado nacional, o setor sofre com os problemas que surgem a partir da conjuntura desfavorável. O produtor de grãos, Rodrigo Pozzobon, cita que o setor do agronegócio está enfrentando sérias dificuldades por conta da escassez do crédito e também dos juros mais altos. “Trabalhamos com vendas futuras e para comprar insumos, precisamos de crédito, e hoje está mais difícil obtê-lo”.

As exportações são estimuladas pelo dólar mais alto que vem se valorizando desde 2012, o que ajudou o setor externo. A queda no consumo interno gerou um excedente de produção, que também ajudou a aumentar as vendas externas (aumento de 12,6% em comparação ao mesmo período do ano passado). “Desde 2005 não tínhamos uma contribuição positiva do setor externo para o crescimento econômico”, disse Rebeca Pallis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE.

Aline Cardoso Barabinot, sócia da Orbiz Consultoria, que presta serviços de inteligência de mercado a empresas dos Estados Unidos e Europa desde 2008, beneficiou-se da alta do dólar, que trouxe mais competitividade a empresas exportadoras brasileiras, e elevou seu faturamento em 20% no ano passado. Segundo ela, esse salto no volume de negócios foi um dos maiores que a empresa já viveu e a expectativa é de elevar ainda mais o desempenho este ano. “Fomos beneficiados pelo câmbio e pelo aumento de contratos no exterior. E, aqui, de setores brasileiros que nos procuraram para iniciar processos de internacionalização motivados justamente pela fraca demanda no mercado nacional”.

Fonte: Jornal O Globo

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